segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dez Apontamentos para a Paz

Dez Apontamentos para a Paz


Livro: Mentores e Seareiros
André Luiz & Francisco Cândido Xavier

1º. Aprenda a desculpar infinitamente para que os seus erros, à frente dos outros, sejam esquecidos e perdoados.

2º. Cale-se, diante do escárnio e da ofensa, sustentando o silêncio edificante, capaz de ambientar-lhe a palavra fraterna em momento oportuno.

3º. Não cultive desafetos, recordando que a aversão por determinada criatura é, quase sempre, o resultado da aversão que lhe impuseste.

4º. Não permita que o egoísmo e a vaidade, o orgulho e a discórdia se enraízem no seu coração, lembrando que toda a idéia de superestimação dos próprios valores é adubo nos espinheiros da irritação e do ódio.

5º. Perante o companheiro que se rendeu às tentações de natureza inferior, deixe que a compaixão lhe ilumine os pontos de vista, pensando que, em outras circunstâncias, poderia você ocupar-lhe a indesejável situação e o lugar triste.

6º. Não erga a sua voz demasiado e nem tempere a sua frase com fel para que a sua palavra não envenene as chagas do próximo.

7º. Levante-se, cada dia, com a disposição de ser sem a preocupação de ser servido, de auxiliar sem retribuição e cooperar sem recompensa, para que a solidariedade espontânea te favoreça com os créditos e recursos da simpatia.

8º. Esqueça a calúnia e a maledicência, a perversidade e as aflições que lhe dilaceram a alma, entendendo nas dores e obstáculos do mundo as suas melhores oportunidades de redenção.

9º. Lembre-se de que os seus credores estão registrando a linguagem de seus exemplos e perdoar-lhe-ão as faltas e os débitos, à medida que você se fizer o benfeitor desinteressado de muitos.

10º. Não julgue que o serviço da paz seja mero problema de boca mas, sim, testemunho de amor e renúncia, regeneração e humildade da própria vida, porque, somente ao preço de nosso próprio suor, na obra do bem, é que conseguiremos reconciliar-nos, mais depressa, com os nossos adversários, segundo a lição do Senhor.


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A Emotologia e o universo quântico onde religião e ciência se unem

A Emotologia e o universo quântico onde religião e ciência se unem

Por Prof. Dr. Luiz Machado, Ph. D. • segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012





O autor deste artigo, na sua condição de pesquisador e, consequentemente, de pensador, declara que este assunto é de seu especial interesse.

“Espiritualidade”, evidentemente,refere-se a “espírito” que, pela etimologia, do latim spitirus, “hálito”, “sopro”, de spirare, “respirar,” não fica elucidado o que queremos transmitir, pois indica simplesmente “o sopro de vida”. Na verdade, “espírito” é energia, a energia existente nos bilhões de células que possuímos, ligadas por energia eletrostática e eletromagnética, em conexão com a energia que vem do cosmos. Nós somos energia como todos os corpos no universo, por exemplo, em nossa composição química, são encontrados os mesmos componentes de uma estrela no firmamento.

Não se deve confundir “espiritualidade”, no sentido científico que usamos, com forma de religiosidade ou “espiritismo”, que foi erigido em doutrina por Denisard Léon Hippolye Rivail, cujo pseudônimo é Allan Kardec (1804-1869), que publicou, em sua vasta obra, “O Livro dos Espíritos”, em 1807.

Uma vez que somos energia (o que chamamos de matéria é energia condensada) e como energia não morre; logo, nós não morremos. Este é um raciocínio lógico, conhecido como silogismo. A premissa maior é “somos energia”; a premissa menor é “energia não morre”, logo, a conclusão é “nós não morremos”. O silogismo, o raciocínio dedutivo prova, como se aprende em Filosofia. Já há muito, o químico francês Antoine de Lavoisier (1743-1794) tinha verificado que na Natureza nada se perde, tudo se transforma. A soma de tudo que existe na Natureza tem sempre o mesmo resultado, tem sempre que dar “x”.

Quando dizemos que temos corpo físico e corpo espiritual, na verdade é uma forma de exprimir que temos um corpo que é energia condensada e as emanações que saem dessa energia, formando um corpo etéreo, tomada esta palavra no sentido de irradiações eletromagnéticas e eletrostáticas resultantes do enorme número de células e elementos químicos, com suas reações e cargas elétricas, de que somos compostos. Nós somos usinas químicas. Nossos pensamentos, nossas emoções alteram o fluxo dessas energias, por isso, a Emotologia atua no campo do extremamente pequeno, no universo dos quanta (unidades de energia indivisível), campo de estudos da física quântica.

Quando se fala em “espírito”, logo vem à mente a palavra “alma”. Às vezes, essas palavras são tomadas como sinônimos. Do ponto de vista religioso, alma é o ser impalpável e invisível, mas eterno e responsável, que anima os corpos humanos, os guia e os faz operar, e que desprendendo-se dos corpos, no instante da morte, vão receber o prêmio ou o castigo, conforme procederam neste mundo. Espírito é todo ser incorpóreo e eterno cuja existência está desligada de qualquer matéria. No espiritismo, chama-se espírito a alma desprendida do corpo. Observemos que, tanto na explicação de “alma” quanto na de “espírito” usa-se o termo eterno, que indica atributo de energia.

No universo quântico, ciência e religião se unem, uma vez que, forçosamente, têm de atuar no mundo do extremamente pequeno, onde todas as coisas se originam. Por exemplo, quando uma doença se manifesta, ela já surgiu há muito tempo no mundo dos quanta. A Emotologia, ramo das neurociências que visa ao desenvolvimento das potencialidades humanas como elemento de autorealização, atua, da mesma forma que as religiões, no universo quântico.

Quando a alma é encarada como a faculdade de pensar, de raciocinar, das funções cognitivas, ela se confunde com espírito.

No caso da etimologia da palavra alma, alguns etimologistas dizem que ela vem do latim anima (Pronuncia-se /ánima/), que, por sua vez, vem do grego anemos (Pronuncia-se /ánemos/), “ar”, “sopro”; outros a derivam do verbo latino alere (Pronuncia-se /álere/), “vivificar”, “nutrir”. Seja qual for a sua etimologia, essa palavra representa o princípio, a causa oculta da vida, dos sentimentos, dos comportamentos dos seres. Na linguagem comum, usa-se “alma” como sinônimo de “empenho”, “dedicação”, “coração”.

Os gregos denominavam a “alma” pela palavra psykhe, ”respiração”, “sopro” e a parte da filosofia que trata da alma, no sentido dos sentimentos e comportamentos dos seres, é a “psicologia” (de “psico” mais “-logia”).

Da crença religiosa, as palavras alma e espírito entraram na linguagem da Filosofia. Neste caso, chama-se alma a parte imaterial que permanece unida ao corpo durante a vida. Como sede dos sentimentos, das emoções, das determinações é nossa parte que age, sofre, sente, sente prazer, etc. Se a alma é encarada como a faculdade de pensar, de compreender, de raciocinar, como funções cognitivas, então denomina-se espírito.

Verificamos que, entre a crença religiosa e a visão científica, da física dos quanta, não há incompatibilidades, uma vez que, na visão religiosa, tanto alma como espírito são eternos, como na visão científica da conservação da energia.

Como se verifica, a “espiritualidade” pode ser encarada sem teor religioso, como na Emotologia.